Sex at a Dawn – Início de uma Resenha

Recebi há alguns dias e estou terminando de ler “Sex at a Dawn” (Ryan, C & Jethá, C. Sex at a Dawn – The Prehistoric Origins of Modern Sexuality. New York: HarperCollins, 2010 – www.sexatdawn.com), cuja tradução em português seria “Sexo ao Alvorecer – As Origens Prehistóricas da Sexualidade Moderna”.

A melhor resenha que eu poderia fazer seria um lacônico LEIA. Ou “tudo o que vc sempre quis saber sobre sexo, amor e casamento, mas ouviu as respostas erradas”. O livro tenta responder a uma questão instigante: o casamento monogâmico, ou o sexo monogâmico, é um comportamento natural ou cultural? Qual pesa mais? Como acessar essa questão?

Lendo, me senti como um terrorista lendo sobre a segurança do Pentágono. Mas não vou tentar resumir as 400 páginas do livro em alguns parágrafos. Seria um crime. O que eu vou fazer é publicar posts sobre as várias questões ali tratadas, talvez em uma série.

Coincidentemente a VEJA desta semana sai com uma bonita reportagem afirmando que “Casar faz bem: o casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação”. Sempre tem um mas prá atrapalhar. Até porque, há algumas décadas ou mesmo séculos, não havia o que fazer mesmo. Mas a boboca da Liz Gilbert acertou ao entitular seu lindo livro “Comer, Rezar, Amar”. Reze muito. Porque seres humanos e casamento não são coisas que combinam.

Aliás, a melhor leitura que se pode fazer dessa reportagem é que o afrouxamento de regras legais e morais rígidas sobre casamento e família estão aos poucos (mas muito aos poucos, o que é uma pena) dando vazão a um formato mais leve (natural?) de casamento: monogamias seriais e cada vez mais rápidas, com a estrutura e o conceito de família aquirindo mais plasticidade e mesmo diluindo-se. Uma pergunta interessante: se a vasta maioria das pessoas não fossem casadas, será que a obsessão com o estar sozinho teria essa importância ou mesmo sentido?

Conversei com alguns bonobos sobre o livro… Todos foram unânimes: isso é óbvio, anta, me disseram. E complementaram me dizendo admirados por não termos orelhas mais compridas.

[]s,

Nypoa

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2 respostas para Sex at a Dawn – Início de uma Resenha

  1. Ilzat Lacassagne disse:

    Sabes quanto a VEJA levou da Igreja Católica para publicar tal reportagem? O comportamento do ser humano não pode ser “avaliado”, medido, quantificado por uma coleta de dados, em um grupo de 200… entrevistados, porque os sintomas podem ser os mesmos porém, as características se diferem, somos muito mais do que aparentamos ser. Pelo visto, a VEJA continua a publicar receitinhas de bem viver, se casamento fosse bom, não existiria o divórcio. Este foi legalizado justamente porque as pessoas estavam desfazendo seus casamentos e não poderiam mais casar, o que veio a provocar a diminuição de “uniões legais” e, como consequência, a diminuição do lucro para cartórios e igrejas. Há quem ainda acredite em papai-noel ou coelhinho da Páscoa.

    • Nypoa disse:

      Oi Ilzat,

      Não sei qto Igreja e cartórios podem ter pago, talvez nem tenham pago. Além deles, há de fato uma indústria que vive disso: buffets, locais dfe festa, flores, música, organizadores e uma infinidade. Mas, fazendo uma analogia nada nobre, a culpa pelo lixo não é dos ratos e das moscas. E não se poderia esperar nada muito diferente da Veja sobre isso tb. E eu concordo com vc: se o casamento é algo “natural”, por ele dá (cada vez mais) trabalho?
      Obrigado pelo comentário!

      []s,
      Nypoa

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